Versando a vida.
A renúncia é a libertação. Não querer é poder.Fernando Pessoa
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Textos
A freira.
O amor a Jesus era tão intenso quanto as entranhas consumidas pelo fogo do desejo.
Culpada, foi ao confessionário confessar seus pensamentos libidinosos, cabeça baixa, faces enrubescidas.
Vergonha.
O padre, safado, deliciava-se com os relatos e pedia detalhes. Quanto mais sórdidos os detalhes, maior o prazer que crescia.
Ah, como era deliciosa a freirinha no frescor dos seus vinte e cinco anos, rostinho angelical, porém com algumas partes de sua anatomia bem mundanas.
Esta mistura de castidade com pecado estavam deixando o padre muito louco, já nem se segurava direito na batina.
Mandava a jovem rezar dois terços todos os dias, eram muitos pecados, justificava.
E ficava de dentro do confessionário observando a jovem semblante pálido e visivelmente transtornada, dedilhando o terço com a mesma paixão com que provavelmente estaria dedilhando suas partes mais urgentes, mais quentes, mais exigentes nas noites insones pelo desejo não satisfeito.
Mandava sua vítima voltar todo o dia para a confissão, e cada vez os pedidos de detalhes aumentavam.
Queria saber o que sentia, como era, como costumava aliviar-se.
A freira cada dia mais constrangida mais se revelava, o padre começou a exercer poder sobre suas vontades, começou a se colocar como o único capaz de ajudá-la a se libertar do demo.
E a freirinha acreditava.
No dia de igreja vazia, mandou que ela se masturbasse no confessionário, e ela, já explodindo, toda pulsante, levou a mãozinha muito branca por baixo da saia e afastou a calcinha.
Ali a festa começava.
No confessionário o padre se masturbava também
A partir deste dia ela não aguentava esperar a hora de confessar-se.
O padre sempre marcava um horário em que a igreja estaria vazia.
Assim os encontros se repetiram até que o padre mandou que ela entrasse no confessionário.
Ele apenas levantou a batina e ela baixou a calcinha.
A cavalgada foi memorável. Os gritos foram abafados num beijo ardente de bocas sedentas.
A culpa? Nada que três terços no capricho não resolvessem.
Jeanne Geyer
Enviado por Jeanne Geyer em 26/12/2020
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