Versando a vida.
A renúncia é a libertação. Não querer é poder.Fernando Pessoa
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Meu Diário
06/06/2020 19h14
Tempo de quarenta.

Hoje é sábado, mas poderia ser qualquer outro dia da semana, porque já não importa mais.

Aqui em Porto Alegre já cessou a chuva, e o frio avança mais e mais, pois logo teremos o nosso longo e rigoroso inverno.

As chuvas que aconteceram eram mais que necessárias, pois a seca castigou bastante o pessoal do campo e até algumas cidades ficaram sem água.

Presa em casa, visualizando dias cinzentos não é muito animador, não mesmo.

É nessas horas que penso nas milhares de pessoas do Brasil que estão em pior situação, tantas vezes sem saneamento básico, amontoando-se em casas pequenas e sem conforto, com poucas condições de higiene.

Para essas a situação é sempre bem pior, o risco de contágio é maior e a luta pela vida às vezes inglória.

Estou muito cansada, tem um grito preso na garganta, pois não vejo da parte do governo ações que tranquilizem o povo, ao contrário, tudo é feito à revelia da vontade popular.

Cansa viu?

Publicado por Jeanne Geyer
em 06/06/2020 às 19h14
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04/06/2020 18h40
#somos70porcento – o dia em que renovei esperanças.

O movimento - #somos70porcento - foi criado pelo economista Eduardo Moreira durante um debate no Youtube, onde na época ele disse:

"É verdade, a gente nunca fala dos 70%. Caramba, 70% no Brasil é gente para caramba. Os 70% não estão aparecendo, estão com medo. Então eles nunca conseguem se perceber como 70%. Os 30% se acham 70% e os 70% se acham 30%."

Bem, o fato é que entrei para um grupo do face, mas saí logo, pois a esquerda está bem dividida no Brasil, contudo, os 70% não foi criado para a esquerda, mas como um movimento suprapartidário que realmente é.

Ah, como foi bom me sentir representada de novo, verificar que afinal somos uma maioria de descontentes.

De novo me senti inserida em um movimento que visa agregar com um motivo comum e positivo, e isso é ótimo!

Para além da representação legítima, houve em mim uma renovação de esperanças, afinal o Brasil tem jeito, o Brasil pode se renovar mais uma vez.

Não sou analista de nada, mas sempre fui altamente politizada, e minhas postagens por aqui apenas refletem meus sentimentos em relação ao que está acontecendo no momento no país. E não está nada bom.

Contudo, o momento exige cautela com ações positivas e propositivas, nada de ódio e desesperança, pois são nos piores e mais graves momentos da humanidade que é mais do que urgente uma reflexão sobre as velhas atitudes que deram errado, e uma preparação para algo novo que parece surgir, mas não sabemos exatamente o que virá.

Seja o que for que haja sentimento de unidade, de solidariedade, de pertencimento.

Vamos combinar que a humanidade não andava lá essas coisas em termos de comportamento, e que a grande crise sirva afinal para uma reflexão urgente!

Publicado por Jeanne Geyer
em 04/06/2020 às 18h40
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01/06/2020 18h35
2020 – o ano que não existiu, e agora?

Não faz muito tempo falei com a minha mãe que 2020 não tinha começado, dentro da brincadeira que os anos anteriores apenas iniciavam após o carnaval.

E como depois do Carnaval eclodiu a pandemia...

Serviços essenciais funcionam, e até alguns tentaram ilegalmente abrir suas portas no desespero de quem não tem mais como pagar suas contas.

Quem pode como eu, sendo aposentada e do grupo de risco, estou em quarentena total.

Ah, quanto seria bom morar numa casa nessas alturas, pelo menos tomar um solzinho, respirar ar da rua.

Mas qual! Permaneço confinada num apartamento confortável de apenas dois quartos, térreo, com vista para o outro prédio vizinho, e mais alto, o que só aumenta a sensação de confinamento.

Contudo, poderia ser pior. Estamos saudáveis eu e Vini meu filho e companheiro que tanto me ajuda com as compras na rua.

Mas o e agora que falo no título da postagem? O que fazer? Traçar planos? Que planos exatamente se não sabemos o que nos aguarda?

E agora Jose? Você estava preparado para tudo isto?

Claro que não estávamos, pensávamos que a vida seria um confortável continuum, com eventuais sobressaltos, mas nada que apavorasse o mundo inteiro trazendo tanta devastação tanto na escalada de mortes como também no empobrecimento coletivo mundial.

Todavia, a face da morte começou a invadir todas as telinhas, da televisão, do computador, do celular.

E ninguém que hoje esteja vivo jamais viu e viveu algo igual.

Já passei pelo momento de me avaliar, refazer o passado, lutar.

2020 não passa... É um penoso arrastar de chinelos numa casa vazia de amores.

Contudo, estamos vivos, então de repente nada do que foi parece valer, e alguns ainda não entenderam isso.

Que a hora é de se reinventar e encontrar novas formas de viver e conviver. Sem os aparatos vazios que permearam a sociedade até 2020, cada vez mais consumista, exigente, preguiçosa e cheia de vontades.

A hora é de buscar novas forças. Ser resiliente.

 

Imagem Pixabay 

Publicado por Jeanne Geyer
em 01/06/2020 às 18h35
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28/05/2020 23h35
Sobre narrativas e desconstruções.

Não sei quanto a você, mas que momento estamos passando!

Fui criada lendo muito, portanto adoro textão, contudo, com as redes sociais e o excesso de informações, as pessoas estão evitando textos longos. Descobri mais ainda sobre as tendências, ao comparar o número de alcance de uma página da internet, notei que o post campeão de acessos tinha caracteres grandes!

Então tive que me reinventar de novo, além de postar apenas imagens com texto, descobri que sem imagem e com letras grandes é mais apetecível.

Sou blogueira há mais de vinte anos, e durante esse tempo tive que acompanhar toda essa evolução (?).

Será que não gostar de ler, informar-se, e melhor ainda, interpretar textos corretamente virou um defeito?

Sobre narrativas então complica mais ainda. Assisto a um programa de televisão que tem uma bancada bem à direita e parece que vivo num paraíso quando falam, mas quando vejo notícias a realidade parece imperar, parece, porque hoje querem me convencer que não devo mais acreditar na imprensa.

Segundo alguns a vida é feita de narrativas e todos estão numa bolha.

Estou confusa porque não escolhi a bolha, não sigo nenhum partido político nem ouço apenas um lado.

Como não tenho lado, os ódios nada dissimulados não me atingem.

Mas eles permeiam as relações, os ódios, e isso anda me deixando bem triste. É impossível viver e conviver com tantas dualidades e incertezas.

O momento carece de concretude, de conceitos bons e confiáveis.

Por esse motivo a tentação de ir para o “encantado mundo de Jeanne” é imensa, mas o psicólogo não deixa. smiley

Publicado por Jeanne Geyer
em 28/05/2020 às 23h35
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28/05/2020 16h10
O Brasil não conhece o Brasil.

O brasileiro tira uma soneca em quarentena enquanto o desmonte do país acelera. Não sei o que pode piorar, mas bom não está.

A cada dia nos tiram um tantinho de dignidade, de qualidade de vida, de esperança.

E a gente vai normalizando.

E a gente vai ficando indiferente às mortes pelo novo vírus que só aumentam.

O mundo está preocupado com o Brasil, mas o Brasil parece inerte, tal qual o boneco daqueles chamados teimosos lembram?

Só se movimentava no balanço da força da mão que desferia o soco.

Contudo, me parece uma teimosia burra, inerte, sem sentido.

O brasileiro está de joelhos, perdeu sua alegria, sua bondade inerente, sua resiliência sadia.

Mas, ainda diante desse cenário desolador, ainda tenho esperança, pois é o que me move.

Pequenas considerações de uma pessoa que ainda vibra no amor, no belo e nas artes, durante uma pandemia sem igual no mundo atual.

Publicado por Jeanne Geyer
em 28/05/2020 às 16h10
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