Versando a vida.
A renúncia é a libertação. Não querer é poder.Fernando Pessoa
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Meu Diário
10/07/2020 23h34
Sobre saudades na pandemia.

Saudade talvez seja a palavra mais usada nesse fatídico ano de 2020.

Quanto a vocês não sei, mas tendo meu presente roubado e sem perspectiva de futuro – filosoficamente não temos futuro, não é assim? Restou-me uma vida de sobrevivência, contando os dias, esterilizando maçanetas e compras.

Ninguém que hoje vive na face da terra presenciou essa grandiosa pandemia que está deixando a todos estupefatos, tristes, deprimidos, ansiosos.

Isso sem falar dos que não têm o mínimo para sobreviver em casa, além das tantas categorias que ficaram desempregadas.

Tudo começou com notícias vagas de um vírus na China, parecia que não seria disseminado, mas rapidamente teorias ruíram e cientistas renomados viram-se à frente de um vírus devastador.

Agora continuamos lutando com incertezas, e um grupo negacionista no Brasil, na contramão do mundo.

Não sei definir 2020 na minha vida, talvez uma pausa, uma busca de sentido para algo que não sei o que seja.

Comecei a pensar no passado, rever minha vida como se fosse uma idosa.  Imagens e pessoas que nunca mais tinha pensado sequer me vêm à mente, situações bobas, outras nem tanto...

E saudades, muitas saudades, saudades da minha vida, das minhas amigas, saudades de mim.

O mundo passa por uma dura prova, no início imaginei que sairíamos melhores desse momento, mas observando brigas e ódio na internet, ao contrário, parece que a humanidade deixou vir à tona seu pior lado, o lado escuro, aquele que alguns escondem, outros tentam melhorar na terapia, em uma religião, ou cultivando bons valores.

Publicado por Jeanne Geyer
em 10/07/2020 às 23h34
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04/07/2020 22h32
Anjos de olhares vazios e cheios de significados.

Ela me colocava no colo e cantava “a velha a fiar” além de historinhas clássicas como João e Maria e Chapeuzinho Vermelho.

Enquanto fazia comida no fogão à lenha, eu aproveitava sua cadeira de balanço, aquela que até hoje quero ter igual.

Também gostava de me enfeitar e sair para visitar as amigas e exibir orgulhosa sua netinha.

As visitas aos seus mortos no cemitério também eram frequentes.

Qual personagem de Almodóvar levava um balde, um pano e flores frescas. Após limpar os túmulos e enfeitar com as flores, ela me chamava para a hora da reza.

Ajoelhávamos no cimento da laje fria e rezávamos juntas.

Era meu passeio favorito, pois antes da reza eu ficava brincando nos túmulos e olhando para os lindos anjos de olhar inexpressivo contra o céu mais azul que já vi nessa vida.

Um dia ela se foi, e o céu nunca mais brilhou como brilhava antes, nem as estrelas pareciam tão próximas como quando ela me mostrava no céu.

Publicado por Jeanne Geyer
em 04/07/2020 às 22h32
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04/07/2020 22h11
A professorinha. Doces memórias durante uma pandemia.

O Vô dizia que eu iria ser professora porque professora ganhava bem.

Aí eu fiz o curso na época chamado Normal, hoje Magistério.

Num dia em que saí para dar aulas durante meu estágio, ele estava almoçando na cabeceira da mesa.

A cabeceira da mesa era reservada aos homens da família.

Eu saía muito jovem e pequenina, cheia de livros e cartazes e ele me olhou sorrindo e disse:

- Lá vai a professorinha.

Poucas horas depois, me avisaram na escola que meu avô tinha falecido.

Parte de mim foi junto.

A alma de professora ficou.

Publicado por Jeanne Geyer
em 04/07/2020 às 22h11
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10/06/2020 21h07
Sobre mitos...

♪ ♫ ♪ ♫♪ ♫ ♪ ♫♪ ♫ ♪ ♫.. mas o que mais me dói você escolheu errado o seu super-herói.♪ ♫ ♪ ♫♪ ♫ ♪ ♫♪ ♫ ♪ ♫

Mudam os personagens, mas a musica é atual. A pergunta que não quer calar é: até quando?

Até quando vão escolher um candidato visivelmente transtornado para tirar outro em nome de uma divisão política?

2018 foi a eleição mais difícil da minha vida, votei com náusea porque a vontade era anular, mas eu sabia, e essa conta todos deveriam saber fazer, que assim agindo o voto iria para o outro, assumidamente machista, homofóbico, racista, agressivo, defensor de armamento para todos. O cara que disse que só não estuprava a Maria do Rosário porque ela era muito feia. O cara que disse que iria governar para as maiorias, e que "as minorias" iriam ter que se adequar. E eu fitava aquele olhar demente e sabia que ele assim o faria. Não poderia ter sido voto nulo, não com aquele ser estranho que veio dos quintos dos infernos para acabar com a alegria do povo e promover a divisão. O Brasil não é para amadores. 😢

Votar nulo é um direito, mas em algumas situações torna-se omissão perigosa demais, você dá um cheque em branco para um povo que em geral não se informa devidamente antes de votar.

Enfim, espero mudar o assunto, não sou especialista em política, porém sou e sempre fui um ser totalmente político, e não adianta dizer que não gosta de política, ela está na nossa vida e nas relações, nada mais necessário e urgente que aprender o bom debate, sem paixões.

 

Publicado por Jeanne Geyer
em 10/06/2020 às 21h07
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09/06/2020 00h32
Brasil, Ordem e Progresso ou desordem caos e retrocesso?

Oremos, vi na televisão que o presidente não sai, não existe motivo para impedimento, e que segundo eles, os jornalistas, vamos conviver com os "arroubos" do presidente. Enquanto isso o STF manda o ministério da saúde divulgar corretamente os números de mortos pelo covid 19 bem como o número de infectados no dia e o acumulado.

Por outro lado, vivemos um tal de "flexibiliza"/"recua" na quarentena - aliás, tivemos quarentena? - além de pessoas se amontando nas ruas e shoppings como se um mês, dois de cuidados na dita quarentena, a que foi sem nunca ter sido, fosse o fim do mundo.

De minha parte, os que saem para trabalhar com os cuidados necessários evitando aglomerações, porque precisam, têm o meu respeito, contudo, a galera que se reúne em bares com ar condicionado, comendo e bebendo, esses estão me prejudicando, pois estou em quarentena total porque sou do grupo de risco.

Oremos todos, porque no Brasil ou vigora a sorte, ou ajuda Divina, organização e disciplina não são nosso forte.

Publicado por Jeanne Geyer
em 09/06/2020 às 00h32
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